Toyota e BMW estarão, alegadamente, a preparar-se para seguir caminhos separados. De acordo com a Best Car, uma publicação japonesa, a Toyota encerrará a sua colaboração com a BMW para a próxima geração do GR Supra, que deverá chegar em 2027.
Desde o seu relançamento em 2019, o Toyota GR Supra tem sido um projeto conjunto entre as duas gigantes automóveis, partilhando a plataforma e muitos dos componentes mecânicos com o BMW Z4 (G29). Esta parceria permitiu que ambas as empresas desenvolvessem modelos desportivos de nicho de forma mais eficiente, partilhando os custos de pesquisa e desenvolvimento numa altura em que o mercado global se inclina cada vez mais para SUVs e veículos elétricos. O Supra, conhecido como A90, e o Z4, como G29, são irmãos de plataforma, embora com estilos e afinações distintas para refletir a filosofia de cada marca, como ilustrado pela imagem que marca o fim da sua produção conjunta.
No entanto, parece que a era da colaboração está a chegar ao fim. A decisão da Toyota de desenvolver a próxima geração do Supra internamente, sem o envolvimento da BMW, marca um ponto de viragem significativo. Embora a parceria tenha sido mutuamente benéfica, permitindo à Toyota trazer de volta um ícone muito amado e à BMW fortalecer a sua oferta de roadsters, as diferentes visões para o futuro de cada modelo podem ter contribuído para esta separação.
Para a Toyota, a mudança para um desenvolvimento exclusivo para o Supra da próxima geração, previsto para 2027, pode significar um retorno às raízes da engenharia independente para este modelo. Rumores sugerem que este novo Supra poderá adotar uma abordagem totalmente diferente em termos de motorização. Com a crescente ênfase da indústria na eletrificação, é plausível que a Toyota explore opções híbridas de alta performance ou até mesmo uma versão totalmente elétrica para o seu desportivo. Isso permitiria à Toyota integrar tecnologias de ponta desenvolvidas internamente, alinhando o Supra com a sua estratégia global de veículos eletrificados e diferenciando-o ainda mais dos seus concorrentes, incluindo futuros modelos da BMW.
Para a BMW, o fim desta parceria levanta questões sobre o futuro do Z4. A atual geração (G29) é construída na mesma linha de produção que o Supra pela Magna Steyr na Áustria. Sem o volume partilhado com o Supra, a viabilidade de uma próxima geração do Z4 desenvolvida internamente pela BMW pode ser desafiadora. A BMW poderá ter que reavaliar a sua estratégia para o segmento de roadsters ou procurar outras parcerias, ou talvez concentrar os seus esforços em outros segmentos mais lucrativos, potencialmente focando-se em roadsters elétricos ou em modelos de maior volume.
A parceria entre Toyota e BMW tem sido um estudo de caso interessante em colaboração inter-marcas, demonstrando como empresas com filosofias de design e engenharia distintas podem trabalhar juntas para alcançar objetivos comuns. O Supra atual, apesar de partilhar a base com o Z4, conseguiu forjar a sua própria identidade, mantendo o espírito desportivo que os fãs esperam e sendo um sucesso de vendas em vários mercados.
O facto de a Toyota estar a preparar-se para assumir o controlo total do desenvolvimento do Supra sugere um desejo de maior autonomia e talvez a ambição de criar um veículo que reflita 100% a visão da Toyota para o seu lendário desportivo, especialmente num futuro eletrificado. Este movimento promete ser empolgante para os entusiastas da marca, que esperam ver como a Toyota irá inovar e reinterpretar o Supra para a próxima década, talvez com um design ainda mais audacioso e performance eletrificada.
Aguardamos mais detalhes sobre esta transição, mas a notícia indica uma nova era para o Toyota Supra, uma era de independência e inovação, separada da sua parceria com a BMW.
Primeiro publicado por https://www.bmwblog.com