O Hellcat está de volta. Para o alívio de muitos fãs de performance, a Dodge cancelou os planos de descontinuar o lendário motor Hemi V8 de 6.2 litros em seu Durango. E a empresa afirma que haverá mais de seis milhões de maneiras pelas quais os compradores poderão personalizar o SUV.
Numa gafe que beira o histórico, a Stellantis esteve por um triz de cometer um erro que teria sido imperdoável para os entusiastas: aposentar o icónico motor Hellcat. A decisão inicial de descontinuar o motor V8 supercharged de 6.2 litros, especialmente no Durango, foi recebida com frustração e descrença. Num mundo cada vez mais voltado para a eletrificação e as emissões zero, parecia que a era do “muscle car” SUV estava chegando ao fim. No entanto, a pressão dos fãs, a demanda contínua por veículos de alta performance e, possivelmente, uma reavaliação estratégica da rentabilidade desses modelos, levaram a Stellantis a reconsiderar e, felizmente, reverter sua decisão. O rugido característico do Hellcat, sinônimo de poder bruto e sem concessões, está garantido para continuar.
O retorno do Dodge Durango Hellcat 2026 não é apenas uma vitória para os puristas; é uma declaração de que a Dodge ainda acredita no valor de máquinas potentes a combustão, mesmo enquanto se prepara para um futuro eletrificado. Com seus impressionantes 710 cavalos de potência e um torque massivo, o Durango Hellcat reafirma seu domínio no segmento de SUVs de alta performance. Este gigante familiar consegue acelerar de 0 a 96 km/h (0-60 mph) em cerca de 3,5 segundos, um feito notável para um veículo de seu porte e peso. A engenharia por trás do sistema de tração nas quatro rodas (AWD) foi aprimorada para lidar com tamanha potência, garantindo que toda a força do motor seja eficientemente transferida para o asfalto, proporcionando uma aderência excepcional e controle em diversas condições.
Além da performance avassaladora, a Dodge está elevando a aposta na personalização. A promessa de mais de seis milhões de combinações possíveis é um testemunho do foco da marca em permitir que cada proprietário crie um veículo verdadeiramente único. Isso pode incluir uma vasta gama de opções: desde dezenas de cores de pintura externa – algumas com acabamentos especiais e faixas de corrida – até múltiplos designs de rodas, tamanhos e cores de pinças de freio. No interior, os compradores poderão escolher entre diversos materiais de estofamento, como couro premium e Alcantara, diferentes acabamentos de painel (incluindo fibra de carbono ou alumínio escovado), e cores de costura contrastantes. Sistemas de infoentretenimento avançados com diferentes pacotes de som, opções de iluminação ambiente e até personalização de software também estarão disponíveis. Pacotes de desempenho adicionais da Mopar, sistemas de escape customizáveis e acessórios externos completarão as infinitas possibilidades.
Essa abordagem de personalização em massa não apenas aumenta o apelo do Durango Hellcat, mas também permite que os compradores expressem sua individualidade, transformando um já exclusivo SUV em uma peça de arte automotiva feita sob medida. Em um mercado onde a exclusividade é cada vez mais valorizada, a capacidade de criar um veículo com características tão específicas é um grande diferencial.
O retorno do Hellcat no Durango 2026 solidifica a posição da Dodge como uma marca que não tem medo de ir contra a corrente. Enquanto muitos fabricantes se apressam para abandonar os motores V8, a Dodge demonstra que ainda há um lugar e uma demanda robusta por emoção pura e desempenho visceral. Este movimento estratégico também se alinha com a filosofia “Never Lift” da Dodge, prometendo um futuro emocionante para a marca, equilibrando a inovação elétrica com a manutenção de seus ícones a gasolina. O rugido do Hellcat é, mais uma vez, a trilha sonora da paixão automotiva.