Carro Elétrico
Carro Elétrico

Combustível Adulterado: 8 Dicas Essenciais para Escapar de Fraudes nos Postos

O setor de combustíveis no Brasil, vital para a economia e o dia a dia, tem sido historicamente assombrado por fraudes que impactam diretamente o bolso e a segurança dos motoristas. A Operação Carbono Oculto, em especial, lançou luz sobre uma realidade ainda mais grave: a infiltração de organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), nesse lucrativo mercado ilícito. Essa revelação escancara a profundidade e a escala do problema, mostrando como a adulteração de combustíveis, as famosas “bombas baixas” e outras práticas fraudulentas se tornaram uma ameaça constante para os consumidores brasileiros.

A investigação detalhou como o PCC teria arquitetado uma vasta rede para adulterar e distribuir combustíveis clandestinamente. Utilizando empresas de fachada, postos controlados por laranjas e sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro, a organização conseguia inserir no mercado produtos de qualidade inferior. O método envolvia a mistura de gasolina, etanol e diesel com solventes, água e outros aditivos proibidos, visando maximizar o lucro. Além da venda de um produto inferior a preço de mercado, a fraude incluía a sonegação de impostos em larga escala, lesando os cofres públicos e criando uma concorrência desleal para os postos que operam na legalidade. Esse ciclo vicioso corrompe toda a cadeia de distribuição, desde as distribuidoras clandestinas até o consumidor final.

Para o motorista comum, as consequências são imediatas e severas. Abastecer com gasolina adulterada significa expor o motor do veículo a danos graves e irreversíveis. O consumo de combustível aumenta drasticamente, o desempenho do carro é comprometido, e componentes cruciais como velas, bicos injetores, sistema de injeção eletrônica e o catalisador sofrem desgaste prematuro, resultando em elevados custos de manutenção e, em casos extremos, risco de acidentes. Além do prejuízo financeiro e material, a adulteração de combustíveis também agrava a poluição ambiental, com a emissão de gases poluentes acima dos limites permitidos.

Outra fraude persistente e de difícil detecção é a “bomba baixa”, onde o consumidor é lesado ao pagar por uma quantidade de combustível maior do que a efetivamente entregue no tanque. Postos com bombas fraudadas podem roubar centavos em cada litro, mas o acúmulo dessas perdas ao longo do tempo representa um prejuízo significativo. Outras picaretagens incluem a venda de combustíveis com octanagem diferente da prometida, a mistura de gasolina comum com aditivada sem informação, ou a comercialização de produtos sem rastreabilidade e origem comprovada.

Diante desse cenário complexo e da atuação criminosa organizada, o motorista precisa se munir de conhecimento e precaução. A Operação Carbono Oculto reforça a necessidade de vigilância constante. Algumas dicas essenciais para evitar ser vítima dessas fraudes incluem: preferir postos de bandeira conhecida e com boa reputação; verificar sempre o selo e o certificado da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que devem estar visíveis; exigir e conferir a nota fiscal após o abastecimento; observar o lacre da bomba e o medidor zerando antes de iniciar o abastecimento; e, em caso de desconfiança, pedir o teste de proveta para a gasolina ou o teste de teor alcoólico para o etanol – todo posto é obrigado a realizar esses testes na hora. A denúncia de irregularidades aos órgãos competentes é fundamental para combater essas quadrilhas e proteger os direitos do consumidor. Adotar essas práticas não apenas protege o próprio veículo e o bolso, mas também contribui para pressionar o mercado e forçar a saída dos criminosos, garantindo maior qualidade e honestidade no abastecimento. A luta contra o combustível adulterado e as fraudes nos postos é uma batalha diária que exige a colaboração e a atenção de todos.