Alguns dos nomes mais icónicos no mundo da performance estão a despedir-se em 2025. O Nissan GT-R R35 encerra a produção após quase duas décadas, deixando um legado inegável como “Godzilla”, um superdesportivo acessível que desafiou gigantes europeus com a sua engenharia sofisticada. Este adeus marca o fim de uma era para os fãs de carros japoneses de alta performance.
Enquanto isso, a Porsche está a descontinuar os modelos de combustão 718 Cayman e Boxster, à medida que se dirige para uma transição elétrica. Esta decisão, embora esperada, ainda causa um arrepio nos entusiastas que apreciam o equilíbrio perfeito e a experiência de condução visceral que estes modelos de motor central oferecem. O futuro do 718 será elétrico, e a ausência do som e da sensação do motor a combustão será sentida.
Mas o GT-R e os 718 não estão sozinhos nesta lista. O ano de 2025 parece ser um marco para a indústria automóvel, com várias outras lendas e modelos populares a saírem de cena. A Audi, por exemplo, já anunciou o fim da produção do seu superdesportivo R8, um carro que combinou elegância com o coração de um Lamborghini, oferecendo uma experiência emocionante e um design intemporal. A sua descontinuação abre caminho para futuras ofertas elétricas da marca.
Nos Estados Unidos, a febre dos “muscle cars” a gasolina também está a arrefecer. Embora o Dodge Charger e Challenger tenham tido grande sucesso, a era dos seus motores V8 de alto consumo está a chegar ao fim, com versões elétricas já a serem introduzidas. O Chevrolet Camaro também enfrenta um futuro incerto, com muitos rumores a apontarem para a sua descontinuação na forma de coupé a combustão, à medida que a General Motors se foca na eletrificação.
Para além dos desportivos, vários sedans de luxo e mainstream estão a ser eliminados. Modelos como o Mercedes-Benz Classe A Sedan, que lutava por espaço no mercado dominado pelos SUVs, pode estar a caminho da saída em algumas regiões. A BMW, embora mantenha a sua linha 3-Series e 5-Series, pode estar a rever variantes menos populares. Sedans compactos e médios de marcas japonesas e coreanas, que não vendem tão bem quanto os seus equivalentes SUV, também podem ser cortados para otimizar a produção.
No segmento dos veículos de orçamento, alguns modelos de entrada podem ser descontinuados à medida que os custos de produção e as regulamentações de emissões se tornam mais rigorosas, dificultando a oferta de carros a preços muito baixos com margens de lucro viáveis. Marcas como a Mitsubishi e a Nissan podem reavaliar a necessidade de certos modelos em mercados específicos, consolidando a sua oferta.
Até mesmo no saturado mercado de SUVs, alguns modelos podem ser descontinuados. Isso pode dever-se à consolidação de plataformas, à eliminação de SUVs que não conseguiram se destacar ou à substituição direta por novas versões elétricas. A Stellantis, por exemplo, com sua vasta gama, pode estar a considerar simplificar a sua oferta.
Este ano de 2025 parece um ponto de viragem, refletindo as profundas mudanças na indústria automóvel: a eletrificação avança a passos largos, as preferências dos consumidores inclinam-se para os SUVs e as regulamentações ambientais exigem inovação. Dizer adeus a estes modelos é um testemunho da evolução contínua e, por vezes, agridoce, do mundo automóvel.