Subaru e Toyota estão sendo processadas por proprietários dos modelos Solterra e bZ4x devido a problemas com a bateria. O par de veículos elétricos (EVs) co-desenvolvidos, que representam a entrada de ambas as montadoras no segmento de EVs mainstream, está enfrentando uma ação legal coletiva que alega falhas significativas na bateria de 12 volts, a qual alimenta os sistemas auxiliares do veículo.
A ação judicial, movida nos Estados Unidos, destaca que as unidades de bateria de 12 volts nesses EVs apresentam uma drenagem anormalmente rápida e falhas prematuras, necessitando de substituições frequentes. Diferente da bateria de alta voltagem que impulsiona o motor elétrico, a bateria de 12 volts é essencial para operar sistemas críticos como o travamento das portas, o sistema de infoentretenimento, os faróis e, crucialmente, para iniciar o processo de ‘ligar’ o veículo. Quando esta bateria auxiliar falha, o veículo pode se tornar inoperante, deixando os proprietários impossibilitados de usá-lo ou, em situações mais graves, presos.
Os proprietários que entraram com a ação relatam uma série de inconveniências e custos inesperados. Muitos tiveram que substituir suas baterias de 12 volts em questão de meses após a compra de seus veículos novos, um cenário altamente incomum para um componente que normalmente dura anos em carros a gasolina e, esperava-se, em EVs. Essas substituições frequentes não apenas geram despesas, mas também causam interrupções na rotina dos motoristas, que se veem forçados a levar seus carros à concessionária repetidamente.
A queixa alega que a Toyota e a Subaru tinham conhecimento ou deveriam ter tido conhecimento desses defeitos desde antes do lançamento dos veículos, ou logo após a identificação dos primeiros problemas por parte dos consumidores. A falta de uma solução definitiva ou de um recall abrangente para o problema é um ponto central da argumentação dos demandantes. Eles argumentam que as montadoras falharam em projetar, fabricar, testar, comercializar e vender veículos que atendessem a expectativas razoáveis de durabilidade e desempenho.
Além do aborrecimento e do custo, a segurança também é uma preocupação. Um veículo que subitamente não liga ou que tem seus sistemas auxiliares comprometidos pode colocar os ocupantes em situações perigosas, especialmente se ocorrer em locais isolados ou em condições climáticas adversas. A dependência da bateria de 12 volts para iniciar o veículo, mesmo que o pacote de bateria principal esteja carregado, torna este componente um “calcanhar de Aquiles” para os modelos Solterra e bZ4x.
Os demandantes buscam uma série de reparações, incluindo a compensação pelos custos de substituição das baterias, a diminuição do valor de revenda dos veículos, e possíveis danos punitivos. Eles também esperam que a ação force as montadoras a desenvolver uma correção permanente para o problema, possivelmente por meio de um recall ou um programa de extensão de garantia. A publicidade negativa gerada por tal processo pode prejudicar a reputação de ambas as marcas, especialmente em um momento crucial para a adoção de veículos elétricos.
Este caso levanta questões importantes sobre a complexidade dos EVs modernos e a interconectividade de seus componentes. Embora as baterias de alta voltagem recebam a maior atenção, componentes auxiliares como a bateria de 12 volts são igualmente vitais para a operação diária. Para Toyota e Subaru, líderes estabelecidas na indústria automotiva, este processo é um lembrete da importância de garantir a confiabilidade em todos os aspectos de seus novos produtos elétricos, especialmente ao entrar em um mercado tão competitivo e scrutinizado como o dos EVs. A resolução deste litígio pode ter implicações significativas para a confiança dos consumidores na tecnologia de veículos elétricos e na forma como as montadoras abordarão a qualidade de seus futuros lançamentos.