Testamos o GWM Tank 300: SUV híbrido com consumo de moto e força de jipe

O GWM Tank 300 chega ao Brasil como um SUV híbrido plug-in que harmoniza luxo, robustez off-road e surpreendente eficiência de combustível. Posicionado como uma alternativa acessível no segmento 4×4 “raiz”, ele integra a nova divisão “Tank” da GWM, focada em veículos robustos, diferenciando-se das linhas Haval (híbridos/combustão) e Ora (elétricos).

Testado pelo g1 Carros, o Tank 300 enfrentou trânsito urbano e terra batida, comprovando sua versatilidade. Seu design imponente, que remete a um “tanque”, inspira-se em ícones como Jeep Wrangler (estepe externo), Land Rover Defender 90 (lanternas) e Mercedes Classe G (faróis redondos), mas incorpora detalhes próprios, como os faróis “cortados” do Ford Bronco e o distintivo “T”.

A promessa de um 4×4 autêntico é garantida pela construção em chassi sobre carroceria, oferecendo resistência superior. Para o off-road, ele dispõe de bloqueio central e dos diferenciais dianteiro/traseiro, piloto automático adaptativo para trilhas e uma central multimídia com dados como inclinômetro e altitude. Com 22,2 cm de altura livre do solo e suspensão macia, o SUV demonstra capacidade para enfrentar terrenos difíceis e alagados. Nos testes, manteve excelente tração e estabilidade.

O sistema híbrido plug-in do Tank 300 entrega impressionantes 394 cv combinados. Com a bateria carregada, o consumo pode atingir 48,5 km/l em uso urbano, equiparando-se a motos. O silêncio a bordo é um destaque, graças ao motor elétrico e ao cancelamento ativo de ruídos. Contudo, para manter o alto consumo, a recarga externa da bateria de 37,1 kWh é crucial; sem carga (abaixo de 15%), o consumo a combustão pode cair para cerca de 7 km/l. Um carregador rápido permite recarregar de 20% a 80% em aproximadamente 24 minutos.

No interior, o luxo é evidente nos materiais de toque macio. O espaço é amplo para cinco ocupantes, embora o teto solar possa limitar um pouco a altura para a cabeça na segunda fileira. As duas telas generosas exibem a navegação no painel de instrumentos, liberando a central multimídia. O painel também oferece uma leitura completa de veículos à frente, aprimorando os sistemas de assistência.

Um ponto a ser aprimorado é o piloto automático adaptativo, que desativa a regeneração de energia da bateria em descidas, impactando a eficiência elétrica em certas situações.

Em resumo, o Tank 300 oferece capacidade off-road próxima ao Jeep Wrangler, mas se distingue por acabamento sofisticado, maior potência (mais de 100 cv extras), tecnologia avançada (assistências de condução, piloto automático adaptativo com permanência em faixa) e autonomia elétrica de quase 90 km. Embora o Wrangler ainda seja insuperável em personalização extrema para off-road, o Tank 300 se posiciona como uma opção mais equilibrada e acessível para quem busca um SUV robusto com luxo, tecnologia e eletrificação, entregando o que promete.