Carro Elétrico
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ABVE: Brasil tem capacidade para fabricar motos elétricas em grande escala

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) reafirma com otimismo que, apesar dos desafios pontuais enfrentados no passado, o Brasil possui hoje todas as condições necessárias para expandir de forma expressiva sua frota de veículos, especialmente no segmento elétrico. A capacidade industrial e tecnológica do país está pronta para atender a uma demanda crescente, impulsionada por políticas públicas e uma conscientização ambiental cada vez maior.

Historicamente, o setor automotivo brasileiro enfrentou flutuações e dependências que, por vezes, limitaram seu potencial de inovação e diversificação. Contudo, a curva de aprendizado e os investimentos em infraestrutura e mão de obra qualificada posicionaram o Brasil em um patamar de maturidade que permite vislumbrar um futuro de autonomia e liderança na transição energética veicular. As fábricas existentes, com a devida adaptação e investimento em novas linhas de produção, podem rapidamente converter sua expertise para a manufatura de veículos elétricos, sejam carros, ônibus ou, como o momento sugere, motocicletas elétricas.

A ideia de fomentar a produção nacional de motos elétricas, por exemplo, não é apenas visionária, mas totalmente factível. A indústria nacional de autopeças, com sua vasta cadeia de fornecedores e know-how, é um pilar fundamental nessa transição. Empresas já atuantes no segmento de veículos elétricos e outras com potencial para migrar sua produção encontram um cenário favorável para a inovação e o escalonamento. O desafio não reside na capacidade técnica, mas sim na coordenação de esforços entre governo, setor privado e academia para criar um ecossistema robusto.

A expansão da frota elétrica, seja ela de duas ou quatro rodas, trará múltiplos benefícios. Economicamente, gerará milhares de novos empregos diretos e indiretos, desde a pesquisa e desenvolvimento até a fabricação, manutenção e infraestrutura de recarga. O investimento na eletrificação da frota impulsionará a balança comercial, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecendo a indústria nacional. Além disso, a redução da poluição sonora e atmosférica nas grandes cidades representará um ganho significativo em saúde pública e qualidade de vida.

O foco em veículos como as motocicletas elétricas é estratégico para o Brasil. Com uma cultura forte de uso de motos para transporte individual e para serviços de entrega, a eletrificação desse segmento oferece uma oportunidade de rápida adoção e grande impacto ambiental. A ABVE destaca que os programas de incentivo, as linhas de crédito e a regulamentação clara são cruciais para acelerar essa transição. A superação de barreiras passadas, como a falta de padronização ou a escassez de pontos de recarga, está sendo endereçada com vigor, com o setor privado investindo massivamente e o governo sinalizando apoio.

Em suma, a mensagem da associação é inequívoca: o Brasil superou os entraves de sua fase de “incubação” no setor elétrico e está pronto para decolar. A meta de aumentar “consideravelmente” a frota de veículos elétricos não é um sonho distante, mas uma realidade que pode ser construída nos próximos anos, solidificando o país como um player relevante na mobilidade sustentável global. A visão de um futuro com cidades mais silenciosas e um ar mais puro está ao alcance, impulsionada pela capacidade industrial e pelo espírito inovador brasileiro.