A atualização do Nissan Z era aguardada há algum tempo, e agora finalmente brilhou nos holofotes do Tokyo Auto Salon 2026. A primeira impressão? É tão familiar que você quase poderia perdê-lo em um estacionamento lotado. Para os entusiastas e fãs da icônica linha Z, a expectativa era palpável. Muitos se perguntavam se a Nissan arriscaria uma mudança radical ou manteria a essência que tornou o Z um carro tão amado ao longo das décadas. O salão de Tóquio, conhecido por ser um palco de inovações e revelações ousadas, parecia o local perfeito para esta estreia.
De fato, a abordagem da Nissan com este facelift é de uma sutileza notável. Longe de ser uma reestilização completa, as alterações visuais são mais um aprimoramento cuidadoso do design existente. Os designers parecem ter trabalhado sob a filosofia de ‘não conserte o que não está quebrado’, optando por refinar as linhas já apreciadas do modelo. Detalhes na grade frontal, leves retoques nos faróis e lanternas traseiras em LED, e talvez novos designs para as rodas, contribuem para uma estética mais moderna sem desvirtuar a identidade visual do Z. É uma estratégia que visa agradar tanto aos puristas quanto aos novos compradores, oferecendo um visual renovado, mas imediatamente reconhecível.
A mudança mais óbvia, no entanto, é o retorno da cor verde, especificamente um novo tom vibrante que remete à rica história do modelo. Este verde, ainda sem nome oficial divulgado, é uma homenagem clara a cores icônicas como o ‘Moss Green’ ou o ‘Racing Green’ que adornaram modelos Z anteriores, trazendo uma conexão nostálgica com as raízes da linha. A escolha do verde não é apenas estética; é um aceno à herança e ao espírito esportivo da Nissan Z. Em um mercado dominado por cores neutras, a audácia de reintroduzir uma tonalidade verde tão marcante é um diferencial. Ele promete fazer o carro se destacar, capturando olhares e reforçando a personalidade única do Z. Acredita-se que este novo verde seja um ‘verde floresta’ profundo e metálico, conferindo ao Z uma elegância e um toque de agressividade na medida certa, sublinhando suas linhas aerodinâmicas.
Mas, para além dos ajustes visuais e da nova paleta de cores, o que realmente despertou a curiosidade da imprensa e do público foi a menção de uma ‘transmissão curiosamente estranha’ nas especificações divulgadas. Embora os detalhes ainda sejam escassos, rumores e análises de especialistas no salão apontam para uma abordagem inovadora que a Nissan parece ter adotado para a caixa de câmbio. Fontes não oficiais sugerem que a Nissan poderia estar experimentando uma forma de transmissão manual assistida eletricamente ou, mais intrigantemente, uma combinação de manual e automática que permite ao motorista alternar entre as duas modalidades de uma maneira nunca vista. Uma das teorias mais discutidas é a de uma caixa manual de seis velocidades tradicional, mas com um sistema de ‘clutch-by-wire’ ou um ‘auto-rev matching’ tão avançado que altera fundamentalmente a experiência de troca de marchas, tornando-a quase ‘autônoma’ em certos cenários, mas ainda sob total controle do condutor. Outra possibilidade é a integração de um pequeno motor elétrico diretamente à transmissão, não apenas para auxílio híbrido, mas para suavizar ou até mesmo simular marchas em um sistema que, na sua essência, poderia ser um CVT ou um automático de dupla embreagem, mas com uma interface de shifter manual altamente personalizável e que oferece um feedback tátil incomum. Essa ‘estranheza’ pode residir na maneira como a transmissão se comunica com o motorista, ou em como ela gerencia a potência de uma forma que desafia as convenções das caixas de câmbio atuais, talvez oferecendo uma eficiência sem precedentes sem sacrificar o engajamento do motorista, ou vice-versa. A Nissan parece ter apostado em algo que redefine a interação entre o motorista e o powertrain, prometendo uma experiência de condução verdadeiramente única e, para alguns, talvez um pouco desconcertante no início.
Em suma, o facelift do Nissan Z para 2026, embora sutil em sua aparência exterior, promete mais do que apenas um novo visual. Com o retorno de uma cor icônica e uma transmissão que desafia as expectativas, a Nissan parece estar sinalizando uma evolução cuidadosa, mas ousada, para seu lendário esportivo. Resta aguardar por mais detalhes e, claro, pela oportunidade de experimentar essa ‘transmissão curiosamente estranha’ em primeira mão para entender completamente a visão da Nissan para o futuro do Z.