Carro Elétrico
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Ram transforma Titano em nova Dakota

A paisagem automotiva da América do Sul está prestes a testemunhar uma significativa mudança com a iminente chegada da nova Ram Dakota. Esta tão aguardada picape média promete ser um divisor de águas, em grande parte devido à sua intrigante linhagem: ela será diretamente derivada da Fiat Titano. Este movimento estratégico da Stellantis visa aproveitar plataformas e conhecimentos existentes para introduzir um concorrente robusto em um segmento ferozmente disputado.

A decisão de basear a nova Dakota na Fiat Titano é um testemunho da eficiência e escalabilidade da fabricação automotiva moderna. Embora a própria Titano compartilhe seu DNA com a Peugeot Landtrek, a Ram Dakota não será meramente uma versão rebatizada. Pelo contrário, espera-se que ela passe por modificações e aprimoramentos significativos para se alinhar à identidade de marca distinta da Ram, que enfatiza robustez, recursos premium e capacidade superior. Essas alterações provavelmente incluirão uma dianteira redesenhada, acabamentos internos exclusivos e, potencialmente, um ajuste diferente da suspensão para atender à exigente base de clientes da Ram.

A produção da Ram Dakota está confirmada para a Argentina, um centro para as operações da Stellantis na região. Esta fabricação localizada garante que o veículo possa ter um preço competitivo e ser adaptado às demandas específicas do mercado sul-americano, particularmente o Brasil, onde as picapes são incrivelmente populares. A mudança também sinaliza um compromisso renovado da Ram em expandir sua presença além de suas ofertas atuais de picapes grandes, como a Ram 1500 e 2500, tornando seu apelo premium acessível a uma gama mais ampla de consumidores.

A estreia oficial no Brasil está prevista para o início de 2026. Este cronograma permite que a Stellantis ajuste meticulosamente o processo de produção e realize testes extensivos para garantir que a Dakota atenda aos altos padrões esperados de um produto Ram. Após seu lançamento, a Ram Dakota entrará em um segmento dominado por players estabelecidos como Toyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger, Nissan Frontier e Mitsubishi L200 Triton. Para conquistar seu espaço, a Dakota precisará oferecer um pacote atraente de desempenho, tecnologia, conforto e, crucialmente, a durabilidade e força percebidas que definem a marca Ram.

As opções de motorização para a nova Dakota ainda estão em sigilo, mas é altamente provável que ela compartilhe os propulsores com sua irmã Fiat Titano, que conta com um motor 2.2 litros turbodiesel entregando 180 cv e 370 Nm de torque, acoplado a uma transmissão automática de 6 velocidades. No entanto, a Ram também pode introduzir variantes de motor mais potentes ou refinadas, possivelmente uma opção a gasolina ou um diesel aprimorado, para melhor diferenciá-la e competir eficazmente. Capacidades de tração nas quatro rodas (4×4), modos off-road e sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) também são esperados como padrão ou opcionais, atendendo tanto a usuários profissionais quanto de lazer.

O retorno do nome Dakota é particularmente significativo para a Ram, pois evoca um senso de nostalgia por um modelo que já teve forte presença no mercado. Ao revivê-lo em uma plataforma moderna e competitiva, a Ram pretende capitalizar a lealdade à marca e, ao mesmo tempo, atrair novos compradores em busca de uma picape média sofisticada, porém robusta. A combinação da engenharia italiana (via origens da Fiat Titano) e da herança americana de caminhões (via valores da marca Ram) posiciona a nova Dakota como uma concorrente formidável, pronta para redefinir as expectativas no próspero mercado latino-americano de picapes. Sua chegada em 2026 é aguardada ansiosamente por consumidores e observadores da indústria, prometendo uma opção fresca e poderosa no versátil segmento de picapes.

Por: Adriano Poppi