Carro Elétrico
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Trump Critica Marketing ‘Woke’ da Jaguar Enquanto Novo CEO Defende Estratégia

O novo visual da Jaguar tem gerado manchetes, mas não pelos motivos que a marca esperava. A reformulação da identidade da montadora britânica, uma das mais icônicas do mundo, desencadeou uma onda de críticas vindas de clientes fiéis, especialistas da indústria automotiva e, mais recentemente, do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Utilizando sua plataforma Truth Social, Trump não poupou palavras ao descrever as mudanças como ‘estúpidas e um exemplo clássico de marketing ‘woke’ que está destruindo uma marca lendária’.

A polêmica gira em torno de um novo logotipo mais minimalista e uma comunicação de marca que, segundo críticos, dilui a herança de luxo e desempenho pela qual a Jaguar sempre foi conhecida. Clientes de longa data expressaram frustração nas redes sociais, lamentando a perda da ‘ferocidade’ e da ‘elegância clássica’ que o antigo logotipo do felino transmitia. Muitos sentem que a marca está se afastando de suas raízes para abraçar uma estética genérica e uma linguagem que busca ser excessivamente ‘inclusiva’ e ‘moderna’, perdendo sua identidade exclusiva no processo.

Para Donald Trump, que frequentemente critica empresas que ele percebe como aderindo a agendas progressistas, a rebrand da Jaguar é mais um sintoma da ‘loucura woke’ que, em sua visão, corrói os valores tradicionais e o bom senso nos negócios. Ele publicou: ‘Primeiro a Bud Light, agora a Jaguar. Essas empresas parecem estar determinadas a alienar seus clientes leais em nome de uma ideologia política. É uma pena ver uma grande marca como a Jaguar, sinônimo de poder e sofisticação britânica, cair nessa armadilha.’

Do lado da Jaguar Land Rover, o CEO Adrian Mardell defendeu vigorosamente a nova estratégia. Em comunicados à imprensa e em entrevistas recentes, Mardell enfatizou que a mudança é essencial para posicionar a Jaguar como uma marca de luxo moderna e puramente elétrica no futuro. ‘Estamos construindo uma Jaguar para a próxima geração, uma marca que ressoa com os valores de luxo contemporâneo e sustentabilidade,’ afirmou Mardell. ‘Entendemos que mudanças podem ser desconfortáveis para alguns, mas esta é uma evolução necessária para garantir a relevância e o sucesso da Jaguar em um mercado automotivo em rápida transformação.’

A estratégia da Jaguar faz parte de um plano ambicioso para se tornar uma marca totalmente elétrica até 2025, com novos modelos de alto luxo e tecnologia de ponta. O CEO argumenta que o novo visual e a nova linguagem de marca são consistentes com essa visão de futuro, visando atrair um público mais jovem e global que valoriza design minimalista e propósitos alinhados com a sustentabilidade. Ele reconhece o burburinho, mas insiste que a decisão foi cuidadosamente considerada e é vital para a sobrevivência e prosperidade da marca.

No entanto, a pressão é imensa. Analistas de mercado questionam se a Jaguar, que já enfrenta desafios de vendas e uma transição complexa para veículos elétricos, pode se dar ao luxo de alienar sua base de clientes estabelecida. A controvérsia em torno do marketing ‘woke’ não é exclusiva da Jaguar; outras marcas, como Bud Light e Target, enfrentaram reações semelhantes. O desafio da Jaguar agora é provar que essa arriscada aposta na modernidade e na suposta ‘relevância cultural’ trará os resultados esperados, sem sacrificar o legado e a lealdade que a construíram.